Dra. Elisa DucciniMedicina capilar e dermatologia

Queda capilar · Vitória e Grande Vitória

Queda de cabelo não é toda igual

Queda de cabelo é sintoma, não diagnóstico. As causas mais comuns são a queda difusa depois de um gatilho, a alopecia androgenética, as falhas localizadas e as inflamações do couro cabeludo. Cada uma responde a um tratamento diferente.

Por isso o primeiro passo nunca é o produto: é descobrir qual é o seu caso. Isso se faz com histórico, exames e tricoscopia, na avaliação.

A pergunta que quase todo mundo faz

Quantos fios por dia é normal cair?

Perder fio é parte do ciclo normal do cabelo. A referência mais usada é de até cerca de cem fios por dia, mas esse número sozinho diz pouco, porque varia com o volume de cabelo, a frequência de lavagem e o tipo de fio.

O que importa mais que contar fio é perceber mudança: queda que aumentou de forma clara, cabelo que está afinando, rabo de cavalo mais fino, risco que ficou mais largo, ou falhas que apareceram. Mudança é o sinal de procurar avaliação, mesmo que a contagem pareça normal.

Os grandes grupos

Quatro padrões que explicam a maioria dos casos

Essa divisão é simplificada e serve para você se localizar, não para se diagnosticar. Padrões podem coexistir, e é comum que coexistam.

Queda difusa depois de um gatilho

Cabelo cai por toda a cabeça, geralmente dois a três meses depois de algo que abalou o organismo: parto, cirurgia, infecção, dieta restritiva, período de estresse intenso, mudança de medicação. Costuma ter começo datável e boa resposta quando a causa é corrigida.

Afinamento progressivo, com risco alargando

Não é uma queda que assusta de uma vez, é o fio que vai ficando mais fino e a densidade que diminui, principalmente no topo. Costuma ter história na família. É a alopecia androgenética, e quanto mais cedo entra em tratamento, mais fio se preserva.

Falha localizada e arredondada

Uma área que ficou lisa, de contorno bem definido, que apareceu rápido. Pede avaliação sem demora, porque a conduta é diferente das outras e o tempo conta.

Couro cabeludo que coça, arde ou descama

Quando existe sintoma no couro cabeludo junto com a queda, o processo inflamatório costuma ser parte do problema. Tratar só o fio, sem tratar o couro cabeludo, não resolve.

Quer se localizar antes de agendar? O Mapa da Queda Capilar é um roteiro curto de sete perguntas que ajuda a identificar o padrão mais provável. Não é diagnóstico, é um ponto de partida para levar na consulta.

O que a consulta investiga

Antes de tratar, entender

  1. Quando começou e o que aconteceu antes

    Os três a seis meses anteriores ao início da queda costumam guardar a resposta.

  2. Rotina, alimentação e estilo de vida

    Dieta restritiva, sono, estresse e medicações entram na conta.

  3. O que você faz com o cabelo

    Química, alisamento, escova progressiva, secador, tração por penteado. Muita queda tem componente externo que ninguém investigou.

  4. Exames laboratoriais

    Se você já tem exames, eles são revisados. Se não tem, são pedidos os que o seu caso exige.

  5. Tricoscopia

    O exame do couro cabeludo e da haste com aumento, feito na consulta. É o que separa suposição de diagnóstico.

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Tratamento

Clínico primeiro, quase sempre

A maior parte dos casos de queda de cabelo não precisa de cirurgia. Precisa de diagnóstico correto, tratamento consistente e tempo. O plano costuma combinar medicação oral, tratamento tópico e, quando indicado, procedimento injetável no couro cabeludo, além do ajuste da rotina capilar.

Cabelo responde devagar. O ciclo do fio é medido em meses, então tratamento capilar sério fala em meses de acompanhamento, não em semanas.

O transplante capilar entra quando a perda já está estabilizada e a área doadora comporta. Nunca no lugar do tratamento clínico, sempre junto com ele.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre queda de cabelo

Xampu antiqueda resolve?

Xampu age no couro cabeludo e no fio que já nasceu, não na causa da queda. Ele ajuda como parte de um plano, principalmente quando existe descamação ou oleosidade, mas sozinho não trata alopecia androgenética nem queda de causa interna. A troca de xampu, condicionador e leave-in é feita na consulta, junto com o resto do tratamento.

Queda depois do parto tem cura?

A queda pós-parto costuma ser uma queda difusa desencadeada pela mudança hormonal, e na maior parte dos casos é transitória. Isso não significa que não deva ser avaliada: é importante confirmar que é só isso, corrigir o que estiver deficiente e acompanhar, principalmente se a queda passar do tempo esperado.

Queda de cabelo feminina é diferente da masculina?

O padrão de distribuição costuma ser diferente. Na mulher a alopecia androgenética tende a aparecer como alargamento do risco e afinamento no topo, preservando a linha frontal. E a investigação de causas internas costuma pesar mais, porque queda difusa por deficiência ou alteração hormonal é frequente.

Alisamento e progressiva podem causar queda?

Podem contribuir, por dois caminhos: dano na haste, que quebra o fio, e tração ou irritação no couro cabeludo. É por isso que a consulta pergunta em detalhe o que você faz no cabelo. Em alguns casos o ajuste da rotina já muda o quadro.

Quanto tempo até ver resultado do tratamento?

Depende da causa e do tratamento, mas a referência honesta é de meses. O ciclo do fio não acelera por vontade: em geral se fala em três a seis meses para começar a perceber mudança, com acompanhamento ao longo do caminho.

Conteúdo informativo. Não substitui avaliação médica e não há promessa de resultado.

Descobrir a causa é o primeiro tratamento

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